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da utilidade do last.fm

Quando não tenho com quem falar sobre as músicas de que gosto, eu leio e comento sobre elas no last.fm.

Meu tipo de comentário preferido é aquele que parece vir de alguém tão obcecado quanto eu.

tem_boniverEste é sobre team, do Bon Iver

Qualifiqueichom chom, qualifiqueeeichom

(Em casa e no trabalho a gente anda com a mania “rebolation” de terminar qualquer palavra com “eichom”)

Qualifiquei o meu projeto no mestrado – ou tive o meu projeto qualificado – na última quarta feira. Eu estava um pouco ansiosa, sem saber direito o que esperar desse momento, mas fiquei absolutamente contente com o resultado.

Boa parte da minha “contenteza” vem do fato de que todos os membros da banca concordaram em dois pontos cruciais: falta de foco no problema e objetivos, bem como uma certa esquizofrenia metodológica. A unanimidade da banca em relação a estes problemas me faz considerá-los pontos a serem realmente encarados com seriedade nos próximos meses. Também saí da qualificação com a sensação nítida de que preciso  trabalhar a minha auto-estima, já que ouvi coisas como “tu tens que aparecer mais no trabalho” e “tu é mais corajosa do que aparentas no texto”. Ainda que eu prefira pecar por falta de auto-confiança do que por excesso, acredito neles(as). :)

Por fim, fico contente com o processo como um todo. A escrita e qualificação do projeto me fizeram perceber como é importante descrever minuciosamente o que se passa na minha cabeça, sob pena de pecar por falta de clareza e acabar sendo mal-interpretada nas minhas intenções. As próximas semanas serão de organização: listar os conceitos que aparecem no projeto e separar, dentro destes, quais são os que “merecem” se fazer presentes na dissertação, enquanto comparo o “esqueleto” do trabalho com as observações presentes nos pareceres da banca.

Enfim, trabalho não me falta. :)

P.S.: Registro aqui o meu agradecimento aos meus avaliadores (professores Raquel Recuero, Cleber Ratto e Maria das Graças Pinto). Os comentários, críticas e sugestões de vocês certamente me ajudarão muito a dar continuidade ao trabalho. Valeu mesmo. :)

ok to go

Projeto da qualificação feito, impresso, encadernado, pronto pra entregar pros membros da banca. :)

ok

playlist

A história da minha vida em 99 músicas.

playlist

Tudo o que eu faço
alguém em mim que eu desprezo
sempre acha o máximo.

Mal rabisco,
não dá mais para mudar nada.
Já é um clássico.

(pauloleminski)

Pós-modernismo para as massas

Todo mundo comenta o novo vídeo da Lady Gaga, Telephone (nem vou linkar, todo mundo já viu) como se ela tivesse descoberto a pólvora. O vídeo inclui uma quantidade absurda de referências à todo tipo de elemento da cultura pop: Michael Jackson, Quentin Tarantino, Alexander McQueen, you name it. Algumas citações são bem óbvias, outras são mais sutis; mas estão todas lá, sendo escamoteadas por quem quiser mapeá-las.

Também gostei muito do vídeo: figurinos, roteiro, edição, coreografias – tudo ótimo. Porém, fico pensando nas coisas que o Beck faz há mais de dez anos, e em como ele é inteligente em escolher e “samplear” suas referências. Um exemplo disso é a maneira como ele cita “Desafinado” em “Ready-Made”: além de “colar” um pedaço da música do Jobim na sua, ele toca o riff da música num violão e coloca lá também. Esse é só um exemplo do uso que ele faz de tantos outros ready-mades (hein, hein): se eu pego o encarte do Odelay! pra ler os créditos, encontro milhares de outras coisas que, empilhadas, formam uma das obras mais bonitas dos anos 90.

E eu ainda nem mencionei os videos do cara. Não tentarei contar as referências visuais presentes no New Pollution – que por sinal, soa meio “Tomorrow Never Knows” / “Taxman”:

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Por essas e por outras é que eu digo que o Beck Hansen é o meu Bob Dylan. Melhor do que ninguém (e antes de todo mundo), ele entendeu o espírito da época em que ele está inserido e brincou com isso de uma forma que continua sendo (pra dizer o mínimo) relevante até hoje.

Saxx Laws

Ontem à noite, eu e o Ricardo morremos de rir enquanto fuçávamos o site do Beck. Encontramos lá uma hilária versão do clipe de Sexx Laws, do disco Midnite Vultures. Conta o Beck, no seu blog, que esta versão foi feita como citação / homenagem / pastiche das músicas do Kenny G. Inclusive o baixista da banda do Beck se prestou a se vestir como Kenny G para interpretar o músico no vídeo.

http://www.vimeo.com/7808316

Eis a (também ótima) versão original de Sexx Laws:

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função da arte revisited #2

“O que me surpreende é o fato de que, em nossa sociedade, a arte tenha se transformado em algo relacionado apenas a objetos e não a indivíduos ou à vida; que a arte seja algo especializado ou feito por especialistas que são artistas. Entretanto, não poderia a vida de todos se transformar numa obra de arte? Por que deveria uma lâmpada ou uma casa ser um objeto de arte, e não a nossa vida?” (Foucault)

Músicas que não consigo ouvir sem chorar #2

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eu hein

Não bastasse o choque de saber que o Glauco e seu filho Raoni foram assassinados, agora a gente ainda tem que aguentar um bando de porcariazinhas chamando o cara de “drogado” e dizendo que o culto “era desculpa pra se alucinar”.

Arnaldo-Jabor-sobre-Dimebag-Darrell feelings, hein.