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Pós-modernismo para as massas

Todo mundo comenta o novo vídeo da Lady Gaga, Telephone (nem vou linkar, todo mundo já viu) como se ela tivesse descoberto a pólvora. O vídeo inclui uma quantidade absurda de referências à todo tipo de elemento da cultura pop: Michael Jackson, Quentin Tarantino, Alexander McQueen, you name it. Algumas citações são bem óbvias, outras são mais sutis; mas estão todas lá, sendo escamoteadas por quem quiser mapeá-las.

Também gostei muito do vídeo: figurinos, roteiro, edição, coreografias – tudo ótimo. Porém, fico pensando nas coisas que o Beck faz há mais de dez anos, e em como ele é inteligente em escolher e “samplear” suas referências. Um exemplo disso é a maneira como ele cita “Desafinado” em “Ready-Made”: além de “colar” um pedaço da música do Jobim na sua, ele toca o riff da música num violão e coloca lá também. Esse é só um exemplo do uso que ele faz de tantos outros ready-mades (hein, hein): se eu pego o encarte do Odelay! pra ler os créditos, encontro milhares de outras coisas que, empilhadas, formam uma das obras mais bonitas dos anos 90.

E eu ainda nem mencionei os videos do cara. Não tentarei contar as referências visuais presentes no New Pollution – que por sinal, soa meio “Tomorrow Never Knows” / “Taxman”:

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Por essas e por outras é que eu digo que o Beck Hansen é o meu Bob Dylan. Melhor do que ninguém (e antes de todo mundo), ele entendeu o espírito da época em que ele está inserido e brincou com isso de uma forma que continua sendo (pra dizer o mínimo) relevante até hoje.

One Comment

  1. matias says:

    eu devo ser muito desligado =/ não tinha ideia desse clipe. vou lá ver.

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