Então tentei chegar a todas as sínteses possíveis de dois tipos. Combinando e voltando a combinar, e sempre observando a cultura do elemento puro. Às vezes sonho com uma obra de envergadura realmente ampla, atravessando toda a região dos elementos, dos objetos, dos conteúdos e do estilo.
Isso certamente vai continuar sendo um sonho, mas é bom imaginar hoje essa possibilidade ainda vaga.
Nada pode ser apressado. É preciso que cresça, que desabroche – e se chegar o tempo de tal obra, melhor!
Ainda precisamos procurar.
Encontramos fragmentos, mas não o todo.
Ainda nos falta essa última força, pois o povo não está conosco. Mas procuramos o povo; começamos com isso lá na Bauhaus.
Começamos lá com uma comunidade em que demos tudo que tínhamos.
Mais do que isso não podemos fazer.
Paul Klee, “Sobre a arte moderna”, em “Sobre a arte moderna e outros ensaios”Qual a relação entre a luta entre os homens e a obra de arte?
A relação mais estreita possível e, para mim, a mais misteriosa. Exatamente o que Paul Klee queria dizer quando afirmava: “Pois bem, falta o povo”. O povo falta e ao mesmo tempo não falta. “Falta o povo” quer dizer que essa afinidade fundamental entre a obra de arte e um povo que ainda não existe nunca será clara. Não existe obra de arte que não faça apelo a um povo que ainda não existe.
Gilles Deleuze, “O Ato de Criação“
o legal é que a frequência que eu me lembro que a ana tem um blog é relativamente compatível com a frequência com que ela atualiza ele.
então: “eu quase nunca passo aqui, mas sempre tem algo novo”